Publicado por: fagocitandooplaneta | setembro 13, 2010

Amar ao próximo é tão démodé e a violência é tão fascinante!

A violência é tão fascinante e muito bem cantada por Renato Russo, violência esta que parece nos fascinar tanto que hoje nos tornamos um país “encantado” com isso, tanto que a população em uníssono não sabe mais pedir justiça e punição aos que a praticam, ao contrário disso, nós parecemos estar nos conformando com essa atmosfera de impunidade que o nosso Brasil tem nos imputado, visto que tudo se pode fazer e nada se  consegue penalizar, mas também pudera! Com um governo onde a corrupção é lema e o poder de banalização do que está fora dos conformes tem se tornado tão corriqueiro, que qualquer verossimilhança entre o povo e quem  o governa não é mera coincidência, é fato, é claro que não estou falando de todos os cidadãos brasileiros, só pra deixar bem claro.

Nos tornamos uma nação onde a maioria elege pela impunidade  por que é cool ter quem segure o pipoco, ou optar por ficar quieto, por que quem tem cú tem medo” já temos problemas demais.

Hoje o Brasil chama atenção mundial por estar entre os 20 países com maior índice de violência contra a mulher, não precisa nem listar os casos tão repercutidos deste ano, sem contar os casos de pedofilia que com provas irrefutáveis ainda são apenados, pois há brechas na legislação.

É violência pra tudo que é lado; é nas escolas, nas ruas, nos campos de futebol e por aí vai e a lista se torna infinita, enquanto, vamos nos acomodando, afinal, é mais fácil assim. Mas e se fosse contra seu filho, sua mãe, seu pai, ou alguém com quem você se importe de verdade, visto que hoje não adianta nem mais dizer alguém próximo, por que já chegamos neste nível e continuamos inertes, viramos gladiadores, fazemos parte desse circo e eu quero é sair vivo, não é mesmo? Mas essa força, esse prestígio acaba e vence o gladiador do momento, não tem como ser invicto com esse tipo de justiça que nos esforçamos a fazer.

”Pimenta nos olhos dos outros é refresco!” Bem, mas tem mais vertentes dessa coisa chamada violência que tem crescido significativamente, a violência no trânsito, onde ninguém mais respeita ninguém, nem a maior vítima respeita: o pedestre, que por sinal é o que mais paga com a vida. As leis de trânsito existem para serem seguidas, mas não temos quem as aplique com rigor e por isso a maioria não se permite fazer uso do bom senso. Outro dia viajando com minha família e dando carona para um conhecido nosso, me deparei com uma situação onde ser violento é ser o tal, mas muitas vezes “O Tal, cheio de moral” se torna estatística, seja fatal ou não. O que aconteceu comigo, acontece todos os dias, é recorrente e foi o seguinte: viajávamos tranqüilos  quando o trânsito da BR na mão contrária ficou intenso, e em um determinado momento a sinalização horizontal não permitia ultrapassagem por falta de visibilidade acabou nos colocando entre o tudo ou o nada (é assim que nós pensamos, principalmente quando estamos com a razão), avistamos um carro que tentava realizar irresponsavelmente uma ultrapassagem; daqui nós sinalizávamos com feixes de luz e ao mesmo tempo reduzíamos a velocidade e ele só crescia diante de nossos olhos, e naquele  momento surge um comentário que se concluía, se fosse eu não tirava, ele que está errado, até na contra mão ele está (o caroneiro disse). Eu disse, ou ao menos pensei: prefiro ceder do que vitimar a mim, a minha família e virar números, é em horas como essas, e não só como essas, que o uso do bom senso tem que ser usado. Usar bom senso é ser racional, mesmo quando estamos certos e tenhamos mil álibis. No final deu tudo certo, graças!

A maioria dos casos de violência no trânsito com vítimas ou não, é deixada de lado, descobrimos que matar no trânsito estando ou não habilitado é uma forma de cometer delito sem necessariamente precisar pagar por isso, exceto quando o caso se torna público e o povo começa a fazer a coisa certa, bradar juntos, pedir justiça, protestar, geralmente quando se consegue comoção pública, a justiça é obrigada a dar continuidade com ou sem furos na lei. Mas a realidade é que a maioria destes casos é inaudível, um desses, é o caso que ocorreu no Maranhão,  onde nove vítimas foram feitas, a motorista  fazia ziguezague, igual se faz quando se está jogando Grand Theft Auto, quando perdeu totalmente o controle alvejando essas nove pessoas, dentre elas uma deficiente, um caso lamentável. Carro é arma. Já pensou se os policiais pudessem trabalhar bêbados? Sóbrios eles já estão matando cidadão de bem, imagina só… A irresponsável foi pega bêbada, como já dava para imaginar, as vítimas foram levadas ao pronto socorro agonizando, tudo por causa da bebedeira irresponsável daquela pessoa, enquanto a causadora curava sua ressaca em uma aventura de uma noite na prisão, resultado, pagou fiança de 1.000,00 reais e foi liberada, se atestaram a embriaguez dela de alguma forma, como prevê a tal lei seca,  isso não vem ao caso, não é gente? Visto que, essa lei, aqui nem se ouve mais falar. O caso não foi solucionado e está longe de ser, pois a bandida estava passando férias de seu emprego no Japão, e o que os delegados dizem é que não podem impedir a “boneca” de retornar, o que também não impede dela ser indiciada. Aquele blá blá blá previsto em nossa legislação e mais uma vez faz um capítulo vai acabando nada surpreendente, o processo ficará muito mais moroso (detesto essa porra de palavra!) se ela sair do país. Resumindo, se com o transgressor em nosso território a lei não está sendo efetiva, que dirá com ele residindo no exterior, parece que a solução é abandonar o Brasil e eles não vão pagar nada lá lá  lá  lá.

Se não bradarmos, questões parecidas com essa vão terminar sempre previsíveis, ou seja, impunes. Devemos lutar, pintar nossas caras, fazer as nossas causas serem solucionadas, é nosso dever cobrar medidas mais severas, menos tolerantes com os transgressores, independente do que sejam e a que classe pertençam, valendo citar pra ficar esclarecidíssimo; sejam eles líderes religiosos, menores de idade ou o Presidente da República.

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